Colunista

P U B L I C I D A D E
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terça | 14/05/2013

Charles Cargnin

O Ministério Público (MP) denunciou 25 pessoas investigadas na Operação Moralidade (nomes na página 7), que apurou a prática de crimes contra a Administração Pública em Içara no ano passado. Ao todo, foram apontadas na oportunidade 23 pessoas. Não se esperava mais que esse mesmo número de denunciados, mas o promotor Marcus Vinícius de Faria Ribeiro aprofundou-se no inquérito do Gaeco e decidiu incluir outros dois nomes. O promotor explicou que nunca houve indiciados. O que ocorreu foi uma lista de apontamentos. Bem "no português", o Gaeco deixou a "casca grossa" com o Ministério Público de Içara.
O promotor Marcus informou que a denúncia teve a participação dos promotores Maria Cláudia Tremel de Faria e Maurício Medina. Entre os denunciados, está o atual secretário de Governo da Administração Municipal, Max Mello. Essa denúncia poderá levar a mudanças no Paço Municipal. O prefeito Murialdo Gastaldon (PT) havia anunciado que quem tivesse ficha suja não participaria do Governo. Assim fez. Alguns integrantes do Governo passado ficaram fora por terem sido apontados no inquérito do Gaeco. "Não esperava por isso", limitou-se a dizer o prefeito quando soube da denúncia contra o secretário. O assunto será tratado entre as executivas do PT e PMDB na próxima quinta-feira.
Cientes de que a denúncia do MP poderia gerar a necessidade de tomada de decisões importantes, o encontro já havia sido marcado com antecedência. Só não ocorre antes porque o prefeito tem compromissos hoje e amanhã fora da cidade. Não há estimativa de prazos para a finalização do processo no Judiciário.

Sem fumaça branca

Essencialmente foram dois os principais motivos que levaram o comerciante Aldo Souza (camisa branca) a declinar da Presidência do Hospital São Donato, por enquanto. Estava tudo pronto para a consolidação da diretoria que teria, ainda, Waldemar Casagrande, o Zinho, na Secretaria, e Edmilson Zanatta na Tesouraria. Segundo membros do Conselho Deliberativo da entidade, a primeira justificativa de Souza foi a necessidade do estabelecimento de maiores garantias quanto à li-beração de recursos do Governo do Estado, que se comprometeu recentemente com R$ 600 mil para o custeio do hospital. O dinheiro será repassado em quatro parcelas de R$ 150 mil, conforme promessa do próprio governador Raimundo Colombo. O outro ponto também parece muito sério.